dharma bums
qualquer coisa poética aqui presente é acidental


Novembro 30, 2006

the night (sailor)

i have seen the night
underneath your crispy white
navy uniform,
from your clavicles
to your core,
and on your smooth, silky
pectoral muscles.

i have seen the night
and it's sweet and oh, so dark!
with heavy and soft lips,
and a hard hug
but yet such gentle kisses.

i have seen the night,
brown skin and brown eyes,
glimmering sweat
shinning bright.

i have seen stars
making maps with my fingertips,
making pressure with my hips,
whispering your name right on time.

i have seen the night,
and nothing ever felt so right
like our exploring hands
of no-longer-friends...
caresses of lovers on
such a warm night.

posted by Mercedes | 22:55 |

the mystery in the making

once i wanted to be the greatest
so i went home on my own
and locked down
the door, the windows
and my heart.

i was confident
that i would be the greatest,
- the bigger person,
the friend with a heart,
the most smart,
best in all things. -

but i could not really do it.

because i can see now,
locked in my room, laying down,
that i cannot be the mystery in the making
while i can't figure out
the intern, own mystery of me.

posted by Mercedes | 13:53 |

os bêbados quebram garrafas lá embaixo. sento no meu quarto, o resto da casa em silêncio, meus pais dormem ao lado... os bêbados atrapalham a paz da minha noite, meu pensamentos de frustração e insônia, meu mau-humor calado.

a janela está bem aberta para que eu possa observar as luzes da cidade. as luzes estão apagadas e eu passo os olhos, indiscretamente, pelas janelas dos vizinhos... espero e observo os movimentos da madrugada dos vizinhos, dos perfeitos estranhos. vejo meu perfil refletido na janela, pintado de diversas cores da televisão que está ligada, porém muda.

passa um seriado tolo da tv americana.

não me importo. debruço no parapeito, sinto o vento cortar meu rosto, observo os bêbuns: eles dançam comicamente entre os cacos, cantando uma canção da loucura que não faz sentido nem na letra nem na melodia.

fecho a janela. a desafinada cantiga dos bêbados gruda no fundo do meu cérebro e eu me deito, lençóis empolados e frios. penso em telefonar, falar com você... mas, mais uma vez, fico em dúvida, com medo de tocar no assunto... do que falaríamos nós, tão distantes, ao falar de amor?

posted by Mercedes | 00:43 |


Novembro 25, 2006

vou sumir por uns tempos

sinto que é hora de entrar em contato com o sentimentos internos, já a tanto tempo escondidos e erradicar os aborrecimentos e as mesquinharias, as pequenas desavenças que me abatem e seguir em frente com a minha vida, com os meus projetos, lendo meus livros ouvindo meus discos.

me desculpem, mas necessito de um tempo à sós, pra reencontrar o EU que já cansou de se dobrar, de mudar tanto e nunca em função do EU.

posted by Mercedes | 12:33 |


Novembro 24, 2006

sou cosmopolita.
(aka. "eu não posso ser feliz o tempo inteiro")


não sou cool, nem retrô, nem poética, nem melancôlica, nem dilettante, nem artista, nem atriz, nem feliz, nem triste, nem moderna, nem social, nem legal, nem simpática, nem bonita, nem interessante, nem inteligente, nem estudante, nem simples, nem complexa, nem popular, nem agradável, nem gente, nem satisfatória, nem satisfeita, nem vanguardista, nem visionária.

não gosto de praia, nem de malhar, nem de andar de bicicleta, nem de fotografia, nem de arte, nem de picnic, nem de amigos, nem de estar só, nem de namorar, nem de celibato, nem de sair à noite, nem de amar, nem de me envolver, nem de conversar, nem de trocar almas, nem de sentar, nem de dormir, nem de estudar, nem de escrever, nem de começar, nem de terminar, nem de bom karma, nem de beber, nem de comer, nem de me banhar, nem de bad dharma, nem de religião, nem de discussão, nem de pisar em ovos, nem de ter que me desculpar, nem de agradar, nem de desagradar, nem de filosofia, nem de antropologia, nem de rock, nem de reggae, nem de televisão, nem de fervor, nem de calor, nem de frio, nem de torpor, nem de humanos, nem de vida, nem de morte, nem de discórdia, nem de amor, nem de ódio, nem de preto, nem de branco, nem de cinza, nem de meio-termo, nem de sedução, nem de dança, nem de olhares, nem de meia-noite, nem de meia colorida, nem de saia curta, nem de para sempre, nem de nunca.

nem gosto de porra nenhuma. boa noite.

posted by Mercedes | 00:16 |


Novembro 16, 2006

2

posted by Mercedes | 23:24 |


Novembro 14, 2006

a list

the things that shall be done
(for the balance of my universe inside)

- being nicer
- running the extra mile when possible
- keeping promises
- keeping in touch
- never ofensive, always defensive
- not letting loneliness invade and conquer
- accepting the change, the new
- not being afraid of breaking routine
- keeping the good humour
- observing little gestures of kindness
- complementing more often
- practicing the good karma always
- looking positively on situations
- showing emotional when necessary
- showing that i care more often
- not being afraid to love

***

so this is more than a list
and more than a poem:
it's deconstructing and reconstructing
of the self (of myself)
it's sitting and reflecting
it's looking for life
it's dying and being born again.

all over, all over again
and again and again
and i can't do it
if you all, out there
won't help me.

so, please, keep me in line
and don't be afraid
because if i break
i will sure once again will become whole
just to become apart
and do it all over again.

posted by Mercedes | 17:45 |
archives
links